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Polícia Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 10:46 - A | A

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 10h:46 - A | A

R$ 50 milhões

Concessionária vira alvo de investigação após carros e milhões entrarem em suposto esquema

Operação aponta que veículos entregues como entrada eram desviados para outras garagens e que valores pagos por clientes passavam por contas ligadas aos investigados

NexoMT
Redação
redacaonexomt@gmail.com

Reprodução

pjc

Uma investigação em Sorriso (a 397 km de Cuiabá) apura um suposto esquema de fraude envolvendo veículos, negociações comerciais e movimentações financeiras que teriam alcançado aproximadamente R$ 50 milhões em apenas um ano. A Operação Pátio Paralelo foi deflagrada nesta quarta-feira (26) para cumprir medidas contra pessoas suspeitas de participação no esquema.

Segundo a apuração, a estrutura de uma concessionária teria sido utilizada para atrair clientes e realizar negociações que, posteriormente, saíam do procedimento comercial esperado. Até o momento, entre 15 e 20 clientes são apontados como possíveis vítimas, com prejuízo diretamente identificado superior a R$ 2 milhões. O número pode aumentar conforme novas informações sejam analisadas.

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Uma das suspeitas investigadas envolve veículos usados entregues pelos clientes como parte do pagamento na compra de carros novos. Conforme a investigação, esses automóveis seriam desviados para outras garagens relacionadas ao grupo, sem que o valor correspondente fosse descontado da entrada ou da negociação, como teria sido combinado.

Além dos veículos, valores pagos pelos clientes também teriam sido direcionados para contas de pessoas físicas e empresas ligadas aos investigados. A apuração aponta ainda o uso de contas de terceiros e de diferentes empresas para movimentar os recursos e, supostamente, dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

Apesar do volume financeiro apontado na investigação chegar a R$ 50 milhões, o prejuízo diretamente relacionado às possíveis fraudes identificadas até agora é superior a R$ 2 milhões. Os valores não devem ser confundidos: a primeira cifra corresponde à movimentação financeira atribuída ao grupo, enquanto a segunda representa os danos já identificados nas negociações investigadas.

A Justiça autorizou mais de 20 medidas judiciais, incluindo uma prisão preventiva, sete buscas e apreensões, nove quebras de sigilo bancário e cinco bloqueios de ativos financeiros, além de outras determinações de natureza patrimonial.

Durante as buscas, podem ser apreendidos celulares, computadores, documentos, contratos, comprovantes de pagamentos, dispositivos de armazenamento e outros materiais que possam ajudar a esclarecer as negociações e o caminho percorrido pelo dinheiro e pelos veículos.

Também foi autorizado o levantamento de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A medida permite aos investigadores reconstruir movimentações financeiras e acessar registros que possam ajudar a identificar a origem e o destino dos recursos.

Como parte da investigação financeira, a Justiça determinou o bloqueio de ativos, sequestro de bens e indisponibilidade patrimonial de até R$ 2 milhões. Veículos encontrados durante as buscas também poderão ser apreendidos caso sejam identificados elementos que indiquem relação com os crimes investigados.

Uma das investigadas teve a prisão preventiva decretada. Segundo a decisão judicial citada na investigação, ela teria desempenhado papel relevante na operação do suposto esquema, participando da captação de clientes, negociações, recebimento de veículos e direcionamento de pagamentos.

A investigação continua para descobrir o destino dos veículos e do dinheiro, além de verificar se outras pessoas ou empresas participaram das supostas fraudes.

O nome Pátio Paralelo faz referência à suspeita de que veículos entregues pelos clientes tenham sido retirados do circuito comercial regular e encaminhados para uma estrutura paralela ligada aos investigados.

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