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Polícia Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 10:25 - A | A

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 10h:25 - A | A

OPERAÇÃO ROLETA RUSSA 2

“Braço” de facção cai: suspeito é preso por esconder carros e movimentar dinheiro do crime

Investigação aponta uso de contas de terceiros e transferência de veículos para ocultar patrimônio

NexoMT
Redação
redacaonexomt@gmail.com

Reprodução

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A segunda fase da Operação Roleta Russa foi deflagrada nesta quarta-feira (26) para investigar a atuação de um homem apontado como integrante de uma estrutura ligada a uma organização criminosa envolvida, segundo as apurações, com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Nesta etapa, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 100 mil em ativos financeiros do principal investigado e de até R$ 20 mil de outro suspeito e de uma empresa ligada a ele.

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A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). O novo avanço surgiu a partir da análise de documentos e outros materiais recolhidos durante a primeira fase da operação, realizada em maio.

De acordo com os investigadores, o homem alvo da nova fase teria atuado como apoio operacional de um integrante da liderança da organização criminosa, atualmente preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

A suspeita é de que ele tenha participado de movimentações destinadas a esconder patrimônio e dinheiro atribuídos ao grupo. Entre os bens analisados está um Toyota Corolla Cross avaliado em mais de R$ 150 mil.

Segundo a investigação, o veículo seria pertencente ao integrante preso, mas acabou registrado em nome da mãe do investigado. O automóvel, conforme os levantamentos, permanecia na casa do suspeito e estaria disponível para outra integrante da organização.

Outro veículo também aparece nas apurações. O investigado teria participado da negociação de um automóvel comprado pelo integrante preso e posteriormente destinado a outra pessoa ligada ao grupo.

Além dos veículos, os investigadores identificaram uma sequência de transferências bancárias, Pix e rateios realizados por meio de contas do próprio suspeito e de terceiros. A hipótese é que essas contas tenham sido utilizadas para fazer circular valores relacionados à organização.

A apuração aponta ainda que o investigado manteria ligação com o integrante preso há cerca de cinco anos. Durante o levantamento das informações, surgiram também suspeitas sobre possível participação dele em outros crimes, incluindo posse ilegal de arma de fogo e homicídios.

Essas informações ainda fazem parte da investigação e deverão ser confrontadas com outros elementos antes da definição das responsabilidades individuais.

A Operação Roleta Russa começou em maio deste ano, quando foram cumpridas 12 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, extorsão e outros delitos em Cuiabá.

Um dos principais alvos daquela etapa era apontado como conselheiro da facção.

Com a segunda fase, os investigadores buscam avançar sobre a estrutura financeira e operacional do grupo, além de identificar outras pessoas que possam ter participado da movimentação ou ocultação de recursos.

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