Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos na noite desta segunda-feira (17), em São Paulo. A notícia foi confirmada durante a madrugada desta terça-feira (18) por meio das redes sociais oficiais da atriz.
A família informou que Laura passou mal em casa, no bairro de Sumaré, na Zona Oeste da capital paulista. Ela deixa duas filhas, netos e um bisneto. O velório será realizado nesta terça-feira, das 8h às 14h, na região da Bela Vista, no centro de São Paulo.
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A despedida provocou uma onda de homenagens nas redes sociais. Fãs e admiradores relembraram a importância da atriz para a cultura brasileira e destacaram a longevidade de uma carreira que atravessou diferentes fases da televisão nacional.
Laura Cardoso começou a trabalhar profissionalmente ainda na adolescência, quando tinha 15 anos. Antes de conquistar espaço na televisão, passou pelo rádio, experiência que ajudou a formar a atriz que posteriormente se tornaria uma referência dos palcos e das telas.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1952, na TV Tupi, com a produção “Tribunal do Coração”. A partir dali, Laura participou de dezenas de novelas, minisséries, filmes e peças teatrais.
Ao longo da carreira, a atriz interpretou personagens de diferentes perfis e trabalhou com algumas das principais gerações de artistas brasileiros. Sua capacidade de dar personalidade e profundidade até mesmo a papéis secundários fez com que muitos de seus personagens se tornassem lembrados pelo público.
Na TV Globo, onde iniciou sua trajetória em 1981, Laura esteve em produções como “Brilhante”, “Pão Pão, Beijo Beijo”, “Rainha da Sucata”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem”, “Chocolate com Pimenta”, “Caminho das Índias” e “O Outro Lado do Paraíso”.
Entre os trabalhos mais conhecidos da atriz está a novela “Mulheres de Areia”, exibida pela Globo em 1993. Na trama, Laura interpretou Isaura, mãe das protagonistas Ruth e Raquel, vividas por Gloria Pires.
A produção se tornou um dos grandes sucessos da televisão brasileira e ajudou a consolidar ainda mais o nome de Laura entre o público.
Sua trajetória também incluiu trabalhos no cinema. Um de seus projetos mais recentes foi “Dona Rosinha”, lançado em 2025, mostrando que a atriz permaneceu ligada à atuação mesmo depois de décadas de carreira.
Em 2025, Laura recebeu uma homenagem especial da TV Globo. A atriz foi escolhida para integrar a primeira turma da Calçada da Fama dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
A iniciativa foi criada para celebrar profissionais que tiveram participação importante na história da emissora e da televisão brasileira. Laura teve seu nome eternizado ao lado de artistas como Tony Ramos, Renato Aragão, Nathalia Timberg, Neusa Borges, Rosamaria Murtinho, Ary Fontoura, Betty Faria e Serginho Groisman.
Outras turmas foram anunciadas posteriormente, reunindo nomes como Susana Vieira, Tony Tornado, Marcos Caruso, Nívea Maria, Zezé Motta, Regina Duarte, Vera Fischer, Irene Ravache e Othon Bastos.
Também foram homenageados, de forma póstuma, artistas como Léa Garcia, Chico Anysio, Milton Gonçalves e Tarcísio Meira.
A morte de Laura Cardoso encerra uma trajetória artística que acompanhou praticamente toda a evolução da dramaturgia brasileira. Ela começou no rádio, passou pela televisão em uma época em que o meio ainda dava seus primeiros passos no país e continuou atuando durante diferentes gerações de espectadores.
Mais do que a quantidade de trabalhos, Laura deixa como marca a interpretação de personagens que permaneceram na memória do público e a influência exercida sobre novos artistas.
A atriz se despede aos 98 anos, mas seu trabalho permanece registrado em décadas de novelas, filmes, peças e personagens que ajudaram a construir a história do entretenimento brasileiro.

