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Política Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026, 14:00 - A | A

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não havia justificativa

Justiça Eleitoral nega pedido de Wellington para retirar crítica feita por Maysa Leão

Decisão rejeitou pedido da coligação que apoia Wellington Fagundes para retirar publicação feita após debate entre candidatos ao Governo de MT

NexoMT
Redação
redacaonexomt@gmail.com

Reprodução

maysa leão

Em decisão divulgada nesta segunda-feira (24), a Justiça Eleitoral de Mato Grosso negou o pedido de liminar para remover a publicação feita pela vereadora por Cuiabá e candidata a deputada estadual Maysa Leão (Republicanos), na qual ela criticou o posicionamento do senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, durante o debate realizado no último dia 18 de agosto. O juiz auxiliar da propaganda Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado entendeu que a manifestação da parlamentar estava amparada pela imunidade parlamentar e pelo direito à expressão política.

A defesa das famílias atípicas e das pessoas neurodivergentes é uma das principais bandeiras de Maysa Leão. Após o debate, a parlamentar se manifestou sobre o tema e criticou o que considerou uma abordagem inadequada de uma pauta que afeta diretamente milhares de famílias mato-grossenses.

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Em seu posicionamento, Maysa também questionou o uso da pauta da inclusão apenas em períodos eleitorais e defendeu que as famílias atípicas sejam ouvidas e respeitadas de forma permanente.

A coligação “Coração da Gente”, que apoia Wellington Fagundes, ingressou com representação eleitoral pedindo a retirada de conteúdos publicados pela candidata. A alegação era de que Maysa teria feito uso eleitoral da pauta ao repercutir as declarações feitas durante o debate.

Ao analisar o pedido de tutela de urgência, no entanto, o magistrado rejeitou a remoção. Conforme a decisão, Maysa expressou sua avaliação crítica individual, sem recorrer à manipulação audiovisual ou à inserção direta de mídias originais do debate.

A decisão também considerou que as manifestações da parlamentar estão vinculadas à sua atuação fiscalizadora na Câmara Municipal de Cuiabá e ao debate público eleitoral, não havendo fundamento, naquele momento, para impedir previamente a manifestação.

Para Maysa, o debate sobre neurodivergência, educação inclusiva e apoio às famílias precisa ultrapassar os discursos e os períodos eleitorais. A defesa é por políticas públicas efetivas, estrutura, atendimento especializado e respeito às pessoas neurodivergentes e suas famílias.

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